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	<title>the journal of nelson d&#039;aires</title>
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	<description>member photographer of Kameraphoto</description>
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		<title>Trabalhos de Nelson d&#8217;Aires premiados pelo Prémio Fotojornalismo 2012 Estação Imagem Mora</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 11:34:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nelson d'aires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Prémio Estação Imagem Mora]]></category>

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		<description><![CDATA[No passado sábado venci a Bolsa Estação Imagem integrada no Prémio Fotojornalismo 2012 Estação Imagem &#124; Mora. A proposta com que me candidatei chama-se “Álbum de família – a memória de Mora, como demora a fotografia”, e consiste em desenvolver um trabalho a partir do arquivo do fotógrafo António Gonçalves Pedro. A bolsa era um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No passado sábado venci a Bolsa Estação Imagem integrada no Prémio Fotojornalismo 2012 Estação Imagem | Mora. A proposta com que me candidatei chama-se “Álbum de família – a memória de Mora, como demora a fotografia”, e consiste em desenvolver um trabalho a partir do arquivo do fotógrafo António Gonçalves Pedro. A bolsa era um dos meus principais objectivos e é com enorme felicidade que a recebo. Nos dias de hoje, é um privilégio conseguir financiamento para trabalhar e sobretudo poder faze-lo com a equipa Estação Imagem e o povo/município de Mora. A esta Bolsa voltarei aqui a escrever mais tarde.<br />
<span id="more-548"></span></p>
<p>A segunda surpresa foi  ter sido também premiado com o 2.º lugar categoria Notícias com a história “Sobreviventes”.  É sobre esta história que fiz sobre os pescadores das Caxinas que sobreviveram a um naufrágio que quero agora escrever um pouco.</p>
<p>Há já algum anos que aos poucos vou fazendo fotografias na comunidade das Caxinas. Tenho boas recordações de um casamento que fotografei. Comecei o Mar Fêmea em 2009 quando pedi à minha mãe e ao meu pai, que toca concertina no rancho das Caxinas, para me apresentar algumas mulheres para eu lhes fazer um retrato.  O Mar Fêmea ainda continua a ser desenvolvido, sem pressas de calendário, sem propósito que possa alterar a sua verdadeira natureza.</p>
<p>No início de Dezembro de 2011, a televisão inunda a minha casa, era noite e seis pescadores das Caxinas estavam dados como desaparecidos há uns dias. O mau tempo embatia e escorria nas janelas e portas de vidro da minha casa à beira mar quando eu e a Susana fomos dormir sem esperança de um amanhecer noticioso com sol. Acordamos, o nosso bebé dormia, e o mau tempo da falta de notícias continuava. Resolvi sair de casa pela manhã e caminhei até às Caxinas. Não procurei as famílias dos pescadores, caminhei apenas por entre as ruas até cerca das dez e meia da manhã. Depois tive de ir aos correios de Vila do Conde levantar uma carta. Enquanto esperava na fila a Susana liga-me feliz informando-me de que os pescadores estavam vivos, dentro de uma balsa e que estavam a ser resgatados por um helicóptero. Na fila, fico muito contente, levanto a carta e vejo que é uma carta de despedimento (não renovação de contrato) para a Susana. A notícia de que os pescadores das Caxinas estão vivos deveria ter acabado com a crise! Vou a correr novamente para as Caxinas, quando lá chego as ruas dos abraços de alegria e de milagre estavam já recolhidas na maioria das casas. É aí que chego à casa da Família do Maravalhas e assisto ao abraço que o Presidente Mário Almeida dá à família que estava há muito vestida de preto. Foi a minha primeira fotografia da história.</p>
<p>Continuei a história dentro do que me foi possível. Assisti à chegada dos sobreviventes numa noite que fica para a história colectiva da comunidade que foi receber os pescadores em braços. Após a chegada, senti que tinha de continuar a fotografar aquelas vidas. No dia seguinte (Sábado) não saí de casa para fotografar. Sabia que as casas dos pescadores iam estar cheias de jornalistas e eu queria as minhas fotografias com sossego e calma e semanas mais tarde fotografei a família do Prudenciano e do Manuel Oliveira em suas casas, já bem longe da pressão mediática. Inclusive fui ao baptizado do neto de Manuel Oliveira, que depois de forma simpática deixou-me ir a casa deles onde uma mesa com família e amigos estava completa. Tenho aqui algumas fotografias para lhes entregar desse momento.</p>
<p>As fotografias da história premiada foram feitas apenas em Dezembro do ano passado conforme as regras. Mas em Janeiro acompanhei-os também na sua visita de fé a Fátima. Tenho pena de em Dezembro não ter acompanhado mais o Mestre do “Virgem do Sameiro” José Manuel Coentrão e os restantes pescadores.<br />
Mas para mim a história continua e espero ve-los daqui a nada.</p>
<p>Em baixo, com o meu respeito e admiração, deixo aqui a galeria das fotografias da história premiada “Sobreviventes” no Prémio Fotojornalismo 2012 Estação Imagem Mora.</p>
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		<title>&#8220;Senhora da Paz&#8221;, embarcação de pesca artesanal naufragou esta quarta-feira a cerca de uma milha de Castelo de Neiva</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 12:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nelson d'aires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei agora a saber que a embarcação de pesca artesanal "Senhora da Paz", naufragou esta quarta-feira a cerca de uma milha de Castelo de Neiva com dois pescadores a bordo. Um foi salvo, mas um outro encontra-se desaparecido... As buscas decorrem...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-542"></span><div id="attachment_544" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img class="size-large wp-image-544" title="nelson-d-aires-senhora-da-paz-01" src="http://www.nelsondaires.com/journal/wp-content/uploads/2012/04/nelson-d-aires-senhora-da-paz-01-640x425.jpg" alt="" width="640" height="425" /><p class="wp-caption-text">Senhora da Paz, embarcação de pesca artesanal no porto de pesca de Castelo de Neiva, Viana do Castelo.</p></div></p>
<p>Fiquei agora a saber que a embarcação de pesca artesanal &#8220;Senhora da Paz&#8221;, naufragou esta quarta-feira a cerca de uma milha de Castelo de Neiva com dois pescadores a bordo. Um foi salvo, mas um outro encontra-se desaparecido&#8230; As buscas decorrem&#8230; É com muito pesar que recebo esta <a href="http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viana%20do%20Castelo&amp;Concelho=Viana%20do%20Castelo&amp;Option=Interior&amp;content_id=2413146&amp;page=-1">notícia</a>. Só consigo pensar nas famílias dos pescadores naufragados e enviar-lhes as palavras possíveis&#8230; A fotografia acima é dessa embarcação e foi feita em terra no dia 17 de Janeiro deste ano para o &#8220;Diário da República&#8221;. A notícia fez-me voltar a esta fotografia que contém uma outra fotografia, feita pelos pescadores que demonstra bem como se agarram à vida.</p>
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		<title>&#8220;Um Diário da Repúlica&#8221; &#8211; Inauguração de exposição e lançamento do livro da Kameraphoto no Espaço Fundação EDP Porto, 17 de Dezembro</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 10:52:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nelson d'aires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Features]]></category>
		<category><![CDATA[Kameraphoto]]></category>

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		<description><![CDATA[O colectivo [kameraphoto] inaugura no próximo dia 17 de Dezembro, às 17h, a Exposição “Um Diário da República” na Fundação EDP, no Porto. Este trabalho ficará patente até ao dia 4 de Março de 2012.
Iniciado em 2010, ano do centenário da República, o projecto “D.R.” mostra a visão subjectiva, analítica e crítica da rotina de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O colectivo [kameraphoto] inaugura no próximo dia 17 de Dezembro, às 17h, a Exposição “Um Diário da República” na Fundação EDP, no Porto. Este trabalho ficará patente até ao dia 4 de Março de 2012.<br />
Iniciado em 2010, ano do centenário da República, o projecto “D.R.” mostra a visão subjectiva, analítica e crítica da rotina de um país que caminha para uma das suas maiores crises económicas. Mas não é só. Mostra-nos histórias, lugares e pessoas que fazem de Portugal um país de descoberta, de interesse e de sonho.<br />
Poderá também <a href="http://www.kameraphoto.com/kshop/products-page/books/dr-diario-da-republica/">ver o livro</a> que vai estar disponível para consulta e venda no local.<br />
<span id="more-527"></span></p>
<p><img src="http://www.nelsondaires.com/journal/wp-content/uploads/2011/12/Kameraphoto_E_Convite-640x400.jpg" alt="" title="Kameraphoto_E_Convite" width="640" height="400" class="aligncenter size-large wp-image-528" /><br />
Para mim é um orgulho e alegria este trabalho ser mostrado pela primeira vez em Portugal na cidade do Porto, cumprindo assim a vontade colectiva de &#8220;sair&#8221; de Lisboa para chegar um pouco mais a todo o País. E o nosso entusiasmo é tal, que resolvemos <a href="http://www.kameraphoto.com/kshop/products-page/books/bus-ticket-lisboa-porto-lisboa/">alugar um autocarro</a> para incentivar a deslocação dos nossos amigos e de todos aqueles que se queiram juntar a nós por apenas <a href="http://www.kameraphoto.com/kshop/products-page/books/bus-ticket-lisboa-porto-lisboa/">15,50€ ida e volta no mesmo dia</a>! Ah, neste autocarro também viajarão muitos dos fotógrafos Kameraphoto. <a href="http://www.kameraphoto.com/kshop/products-page/books/bus-ticket-lisboa-porto-lisboa/">Venham</a>, façam da viagem uma festa, discussão fotográfica, mostra de portefólios! Vocês decidem! Queremos que venham e se sintam parte da família. Até Sábado!</p>
<p>Espaço Fundação EDP no Porto, Rua Ofélia Diogo da Costa, 45 (junto à Casa da Música), Porto, Portugal</p>
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		<title>Fotógrafos e o nosso futuro: qual a sua narrativa?</title>
		<link>http://www.nelsondaires.com/journal/2011/11/28/fotografos-e-o-nosso-futuro-qual-a-sua-narrativa/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 23:20:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nelson d'aires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notes from the field]]></category>

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		<description><![CDATA[Inserido no mês da fotografia, fui ontem (Sábado) à Fábrica Braço de Prata em Lisboa juntar-me a amigos para o debate “Reportagem fotográfica: Construção de uma narrativa”, cuja organização esteve ao encargo da Estação Imagem. A base de introdução ao debate foi a apresentação dos trabalhos “Sabor” de Paulo Pimenta (2010), “Mãe entre muros” de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Inserido no mês da fotografia, fui ontem (Sábado) à Fábrica Braço de Prata em Lisboa juntar-me a amigos para o debate “Reportagem fotográfica: Construção de uma narrativa”, cuja organização esteve ao encargo da Estação Imagem. A base de introdução ao debate foi a apresentação dos trabalhos “Sabor” de Paulo Pimenta (2010), “Mãe entre muros” de José Carlos Carvalho (2011) e por último “Leandro” da minha autoria e actual grande Prémio de Fotojornalismo Estação Imagem | Mora 2011.<br />
<span id="more-519"></span><br />
O título para o debate não foi escolhido ao acaso. A Estação Imagem (associação criada por fotógrafos, escritores, animadores culturais, economistas e designers) é, actualmente, responsável pelo único concurso de fotografia português dedicado ao fotojornalismo, nomeadamente à reportagem. Neste concurso não há avaliação de fotografias soltas, mas sim de trabalhos que contem uma história com uma narrativa de seis a doze fotografias no máximo, valorizando a capacidade fotográfica e narrativa de uma linguagem construída com fotografias onde por vezes a escolha de uma fotografia errada pode comprometer todo o trabalho. Premeia-se, assim, a visão, capacidade e coerência do fotógrafo que conta uma estória com fotografias e pequenas legendas que documentam o tempo, o local e as pessoas.</p>
<p>Apesar de viver próximo do Porto, são poucas as vezes que vejo o Paulo Pimenta e adorei estar ao lado dele e de o ver e ouvir, na forma só dele, envergonhado e “aflito” para sair dali e fotografar porta fora o sentimento que ele tem e que o acorda todos os dias. Paulo, como se diz em Angola, “estamos juntos!”. O Paulo, do seu jeito grande, é uma alma que fotografa e não se preocupa com conceitos que se podem tornar barreiras impeditivas. E ele tem agora mesmo uma exposição muito especial que deve ser vista com olhos limpos e honestos. “que o dia te seja limpo”, diz o verso de um  poema do al berto que eu e a Susana tanto dizemos um ao outro e que tanto me fizeste lembrar no final da conversa com a tua intervenção.</p>
<p>Adorei também ouvir o José Carlos Carvalho, como sempre, com uma visão muito limpa e honesta com que constrói e mostra o seu trabalho. De acordo com o seu plano já deveria haver um livro editado deste seu trabalho e não está. Isso entristece-o, mas não desanima. Para trabalhos mais pessoais, usa as suas folgas e faz das férias meias para caminhar nas estórias em que acredita pessoalmente e que nos últimos tempos tão pouco espaço têm tido nas muitas páginas agora dedicadas aos artigos de luxo, a questionários idiotas, a cafés e lojas na moda, a tricas e espinhas de opinião, etc (isto, estou eu agora a escrever, porque lá não foi referido de forma directa).<br />
José Carlos, quero ver esse livro, porque os jornais e revistas acabam sempre por ir para o lixo, ok?</p>
<p>Eu, como quase sempre, ocupei muito tempo. E este tempo é tão valioso… Deveria ter sido mais frio, conciso e afastar a emoção para não atrapalhar o pensamento e a linguagem, para assim sobrar mais tempo para perguntar. Com certeza haverá mais uma oportunidade no futuro, soube a pouco e a insatisfação do estado actual da imprensa/empresa face à fotografia acabou por nos “trair” e, apesar de relacionado, dispersou-nos um pouco de tempo a mais.</p>
<p>À Estação de Imagem o meu obrigado, em especial ao Luis Vasconcelos e ao Bruno Portela que têm sido os rostos e os porta-vozes que mais encontro nas diversas iniciativas de mostrar ao país, com fotografia, do que somos feitos. Obrigado.</p>
<div id="attachment_520" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img class="size-large wp-image-520" title="Leandro, contact sheet" src="http://www.nelsondaires.com/journal/wp-content/uploads/2011/11/Leandro-contactsheet-640x452.jpg" alt="" width="640" height="452" /><p class="wp-caption-text">&quot;Contact sheet&quot; da selecção final das fotografias da reportagem &quot;Leandro&quot; de nelson d&#39;aires</p></div>
<p>E onde está a construção da narrativa no meio de toda a conversa? Para além de todos os formalismos jornalísticos, o fotógrafo deve acreditar profundamente na estória que está a fotografar e investir nela o tempo que for necessário e possível. Acima de tudo o fotógrafo deve trabalhar sempre para ele. No caso de o editor de uma publicação reduzir/alterar a visão do fotógrafo com uma selecção diferente do autor, este não deve desanimar e usar depois os canais alternativos ao seu dispôr para expor a sua estória sem concessões a espaços de economia. Para mim, não há uma fórmula mágica. A regra fundamental é ir e ver, é esse o nosso privilégio enquanto fotógrafos. Tudo o resto é tempo, desde que não se desista.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Foi no dia 19 de Agosto 2011</title>
		<link>http://www.nelsondaires.com/journal/2011/08/22/foi-no-dia-19-de-agosto-2011/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 09:37:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nelson d'aires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[leandro]]></category>
		<category><![CDATA[slideshow]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, dia 22 de Agosto, faz um mês que o meu filho Pedro nasceu. Na nossa primeira semana de vida, tive de fazer um slideshow sobre a história que fiz do Leandro para o Proxecta, 4.ª edição do Festival de Fotografia de Vilagarcía de Arousa. Não preciso de explicar o quão conflituoso foi pegar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, dia 22 de Agosto, faz um mês que o meu filho Pedro nasceu. Na nossa primeira semana de vida, tive de fazer um slideshow sobre a história que fiz do <a href="http://www.nelsondaires.com/awards/2011-leandro/">Leandro</a> para o <a href="http://www.festivalproxecta.com/">Proxecta, 4.ª edição do Festival de Fotografia de Vilagarcía de Arousa</a>. Não preciso de explicar o quão conflituoso foi pegar de novo as fotografias de uma morte que não se apaga ao mesmo tempo que aprendia como tratar de um recém nascido juntamente com a Susana minha companheira. O resultado visível é simples e pode ser visto abaixo deste texto. O que não se vê, é o espaço de reflexão que me interroga, é o medo, é a origem e essência do meu trabalho, da minha vida&#8230; Mas a isto regressarei no futuro com mais calma.</p>
<p>No passado dia 19 de Agosto, a história de Leandro teve a oportunidade de ser projectada nas ruas de Vilagarcía de Arousa na Galiza e também no IPF Porto. Este último, aconteceu no final da apresentação do meu trabalho e também do trabalho do André Cepeda e Inês d&#8217;Orey, apresentações feitas pelos próprios e que foi um prazer ter visto e ouvido, obrigado.<br />
<span id="more-504"></span><br />
Também aqui quero agradecer ao Bruno Pereira pela criação da música original para as fotografias. Ao Paulo Pinto e sua namorada pela tradução do texto português para castelhano. Obrigado.</p>
<p>Para verem em HD cliquem aqui: <a href="http://vimeo.com/nelsondaires/leandro-es">http://vimeo.com/nelsondaires/leandro-es</a></p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/27991862?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="640" height="360" frameborder="0"></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/27991862">Leandro</a> from <a href="http://vimeo.com/nelsondaires">nelson d&#039;aires</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Inauguração da exposição do Prémio de Fotojornalismo 2011 Estação Imagem/Mora no Centro de Português de Fotografia, Porto, 18 de Junho.</title>
		<link>http://www.nelsondaires.com/journal/2011/06/17/inauguracao-da-exposicao-do-premio-de-fotojornalismo-2011-estacao-imagemmora-no-centro-de-portugues-de-fotografia-porto-18-de-junho/</link>
		<comments>http://www.nelsondaires.com/journal/2011/06/17/inauguracao-da-exposicao-do-premio-de-fotojornalismo-2011-estacao-imagemmora-no-centro-de-portugues-de-fotografia-porto-18-de-junho/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 15:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nelson d'aires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Exposições]]></category>
		<category><![CDATA[Estação Imagem | Mora]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã, dia 18 de Junho estarei presente no Centro de Português de Fotografia (CPF) no belo edifício que é a Ex-Cadeia da Relação do Porto, para conversar um pouco com todos vocês que estão convidados desde já para a inauguração a partir das 17:00 horas.


Peço desculpa a todos os que acompanham este “journal&#8221;, por, só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã, dia 18 de Junho estarei presente no Centro de Português de Fotografia (CPF) no belo edifício que é a Ex-Cadeia da Relação do Porto, para conversar um pouco com todos vocês que estão convidados desde já para a inauguração a partir das 17:00 horas.<br />
<span id="more-481"></span><br />
<a href="http://www.nelsondaires.com/journal/wp-content/uploads/2011/06/Estacao-Imagem_Mora_2011_convite_CPF.jpg"><img src="http://www.nelsondaires.com/journal/wp-content/uploads/2011/06/Estacao-Imagem_Mora_2011_convite_CPF-255x640.jpg" alt="" title="Estacao-Imagem_Mora_2011_convite_CPF" width="255" height="640" class="alignleft size-large wp-image-482" /></a></p>
<p>Peço desculpa a todos os que acompanham este “journal&#8221;, por, só hoje, estar a convidar-vos para amanhã comparecerem no CPF para a inauguração da exposição do Prémio de Fotojornalismo 2011 Estação Imagem/Mora. Como alguns sabem, irei estar presente <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/117741-nelson-daires-ganha-premio-fotojornalismo-estacao-imagemmora">com os dois trabalhos</a> c<a href="http://www.publico.pt/Media/nelson-daires-vence-premio-internacional-de-fotojornalismo-estacao-imagemmora_1490093">om que fui premiado</a>, sendo um deles, o g<a href="http://www.nelsondaires.com/journal/2011/04/18/leandro-vence-premio-internacional-de-fotojornalismo-estacao-imagemmora-2011/">rande prémio com a foto-reportagem “Leandro”</a>.</p>
<p>O tempo tem sido pouco para as várias “tarefas” onde me encontro a trabalhar e a viver, e por isso mesmo, seria bom, amanhã conseguir usar o tempo para rever amigos e também para conhecer quem se quiser dar a conhecer. </p>
<p>Espero-vos por lá, estarei ao lado da Susana e do nosso filho que está quase para nascer.</p>
<p>P.S. &#8211; São muitas as pessoas que me tem ajudado neste breve percurso, e a grande maioria merecia receber de forma pessoal um convite para esta exposição. Peço desculpa por o não ter feito, mas confesso que me deixei embrulhar em demasiado trabalho e não tive tempo para o fazer. Estão todos convidados, desde Vila do Conde ao Porto, de Vila Nova de Famalicão a Mirandela, de Lisboa a Braga, da Madeira aos Açores, e etc e etc, a todos, Obrigado.</p>
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		<title>Retrato das campanhas eleitorais (por exemplo com crise?)</title>
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		<pubDate>Thu, 26 May 2011 15:04:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nelson d'aires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Notes from the field]]></category>

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		<description><![CDATA[A campanha eleitoral para as legislativas 2011 está na estrada há vários dias.  Os partidos aceleram a estrada e creio que todos (mesmo os mais críticos, sem excepção) agradecem as auto-estradas de pedal a fundo para num só dia irem do Sul ao Norte, do litoral à fronteira e vice-versa. Atrás das caravanas seguem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A campanha eleitoral para as legislativas 2011 está na estrada há vários dias.  Os partidos aceleram a estrada e creio que todos (mesmo os mais críticos, sem excepção) agradecem as auto-estradas de pedal a fundo para num só dia irem do Sul ao Norte, do litoral à fronteira e vice-versa. Atrás das caravanas seguem as televisões, jornais, rádios, “opinadores” e outros mirones e microfones. É toda uma economia que durante duas semanas diminui o mundo para a dimensão de uma caravana política.<span id="more-474"></span></p>
<p>Infelizmente, não vou fotografar estas legislativas como o fiz para o Jornal i em 2009 onde durante uma semana acompanhei a caravana do PSD com a candidata Manuela Ferreira Leite. Apenas serei (ou não) contratado para acções de campanha que sejam no Porto e arredores. Na conhecida crise que os jornais enfrentam há muito tempo, os fotógrafos são sempre as primeiras baixas, resultantes do cálculo financeiro para a contenção de custos. </p>
<p>Sim, pensei fazer  por conta própria o acompanhamento de um partido político, mas depois de avaliar os quilómetros de cada mapa eleitoral, os hotéis, preço do combustível, portagens e manutenção automóvel, rendi-me (contrariado) aos tão famosos avisos de Cavaco Silva: Poupar, poupar e poupar. Jamais iria recuperar o investimento necessário de uma semana (6 dias) que pode ascender no mínimo a 1.100,00 euros sem contabilizar telecomunicações e amortização dos equipamentos fotográfico e informático. </p>
<p>Para se fazer um trabalho fotográfico sério de uma campanha eleitoral é necessário realizá-lo como uma maratona e não como uma prova de velocidade feita num só dia. Caso me contratem faço perfeitamente apenas um dia de campanha e cumpro-o  até à meta com fotografia musculada e suada. Mas não me realiza a nível de pesquisa pessoal. É preciso ir ao maior número de sítios para ver e perceber a diversidade. São muitas as arruadas necessárias para um dia as fazer-mos dentro do caos e num outro, observar de longe e se possível do alto, a verdadeira dimensão de uma arruada sem o efeito caótico que a imprensa produz na captação da imagem e do áudio. É necessário que os candidatos se apercebam da nossa presença e que nos reconheçam e assim aos poucos e poucos relaxarem e com isso ficarem mais naturais (ou não). Não esquecer que a boa fotografia é feita da proximidade e não de distância. E atenção que a proximidade não se mede em centímetros. </p>
<div id="attachment_475" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img src="http://www.nelsondaires.com/journal/wp-content/uploads/2011/05/nelson-d-aires-psd-legislativas2009.jpg" alt="Jantar comício de encerramento da campanha eleitoral do PSD para as Legislativas 2009. Pavilhão do Atlântico Lisboa, 2009. " title="Legislative Elections 2009 in Portugal - PSD" width="640" height="426" class="size-full wp-image-475" /><p class="wp-caption-text">Jantar comício de encerramento da campanha eleitoral do PSD para as Legislativas 2009. Pavilhão do Atlântico Lisboa, 2009. </p></div>
<p>Quando não existe um fotógrafo de ou para um jornal, existe quase sempre uma agência do tipo Lusa ou Reuters em modo “substituição”. Para o dia, conseguem quase sempre o que pretendem. Mas quando um jornal submete-se à triagem das agências que decidem que fotos é que vão colocar para distribuição, sacrificam aí a dependência, a originalidade, o futuro e o arquivo de um ponto de vista com identidade.</p>
<p>Escrevo isto com mais foco nos fotógrafos. Não pensem que o curriculum automaticamente vos contrata para serviços longos ou de umas horas só. Muito menos tirem a ideia de que os prémios são a vossa salvação. Hoje, um fotógrafo tem de assumir que está sempre a começar do zero e que tem de se apresentar constantemente. O prémio “<a href="http://www.nelsondaires.com/awards/psd-legislative-elections-2009">2009, ano de eleições</a>” que recebi da <a href="http://estacao-imagem.com/home.html">Estação Imagem Mora</a> com o trabalho “PSD Eleições Legislativas 2009” não me qualificou automaticamente para trabalhar nestas eleições. Faltou-me apresentar de novo e esta é uma lição que partilho com todos os fotógrafos que estão a começar esta poderosa e bonita forma de viver.  </p>
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		<title>&#8220;So long, lonesome&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 10:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nelson d'aires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notes from the field]]></category>

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		<description><![CDATA[“Pode-se começar dizendo: Há música. Ouve-se, procura-se compreender a estrutura e penetrar nas harmonias. Mas não se sabe porque há música em vez de ruído. Admite-se, melhor, põe-se como princípio que há música&#8230;”
in “Um pouco mais de azul” de Hubert Reeves”

Quando eu estudava no 12º ano, um professor de matemática apresentou-me um livro chamado “Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>“Pode-se começar dizendo: Há música. Ouve-se, procura-se compreender a estrutura e penetrar nas harmonias. Mas não se sabe porque há música em vez de ruído. Admite-se, melhor, põe-se como princípio que há música&#8230;”<br />
in “Um pouco mais de azul” de Hubert Reeves”</p></blockquote>
<p><span id="more-468"></span><br />
Quando eu estudava no 12º ano, um professor de matemática apresentou-me um livro chamado “Um pouco mais de azul” do astrofísico Hubert Reeves. Foi a primeira vez que entrei no incomensurável Universo e percebi a fragilidade de existir. O que tem esta memória a ver com a fotografia e o título desta entrada no meu “journal”? Tudo e nada. Reeves, diz-nos “que a ciência ensina como é o mundo, mas não pode mostrar o seu significado”.  É isto que me interessa na vida e na fotografia, procurar dar Significado ao mundo onde vivo e por todos nós partilhado na busca, sempre na busca de algo.</p>
<p>Devido, talvez, a essa busca constante, fui no passado dia 12 e 13 de Maio ao Santuário de Fátima fotografar os peregrinos que por lá procuram conforto na sua Fé religiosa. Ninguém me encomendou o trabalho e também não houve um motivo especial para lá ir, senão o mais simples de todos, ir e ver.<br />
Cheguei ao Santuário na manhã do dia 12, procurei estacionamento no meio dos parques de estacionamento de terra batida dedicados aos peregrinos e lá encontrei sombra, entre um camião de carga transformado em casa e uma tenda com um toldo que ligava a um carro. Foi nesse pequeno intervalo de espaço que estacionei o meu tempo para dormir quando a oração final apagasse as velas dos Santuário.</p>
<p>Moído pelo cansaço físico de uma noite muito mal dormida no carro, a Susana (minha mulher) acorda-me com um telefonema às seis da manhã, pois sabia que eu queria fotografar nos primeiros raios de luz do dia. Trinta minutos passaram até eu me levantar da vontade de dormir. Saí do carro e foi que descobri que o silêncio era a viagem, longa e solitária para muitos dos peregrinos que dormiam sob a costela do cansaço de uma longa caminhada, ininterrupta para alguns.<br />
Caminho e vou atravessando a respiração colada aos vidros dos carros, páro, observo ainda o silêncio antes de o interromper com a fotografia. clique.</p>
<p>“So long, lonesome” é o nome da música dos “Explosions in the Sky” que tocou de forma aleatória no meu iTunes, no momento em que em casa parei nesta fotografia para a revelar.  É uma das minhas músicas preferidas e todas estas forças juntas fizeram-me reflectir. “So long, lonesome”&#8230; “Música em vez de ruído”. Vida em vez da inexistência. Ouço com o ouvido encostado à barriga da Susana, procuro compreender o que os olhos ainda não me deixam ver, mas que sinto o nosso filho. E aqui o universo explode de novo. </p>
<div id="attachment_469" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img src="http://www.nelsondaires.com/journal/wp-content/uploads/2011/05/nelson-d-aires-peregrinos-fatima13maio1.jpg" alt="13 de Maio, Peregrinos, Fátima. © 2011 nelson d’aires" title="nelson-d-aires-peregrinos-fatima13maio" width="640" height="426" class="size-full wp-image-469" /><p class="wp-caption-text">13 de Maio, Peregrinos, Fátima. © 2011 nelson d’aires</p></div>
<blockquote><p>“Eu vejo o mundo assim: cada um de nós é o resultado de uma longa história que começou com o big-bang, passou por estrelas, planetas, moléculas, água. Somos o resultado de uma aventura da evolução. Quando você ouve falar sobre a deterioração do planeta, percebe que tem de fazer algo para que essa história maravilhosa não termine em caos, em nada.”<br />
Hubert Reeves em entrevista para a revista “Época”</p></blockquote>
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		<title>&#8220;Leandro&#8221; vence Prémio Internacional de Fotojornalismo Estação Imagem/Mora 2011</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 12:45:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nelson d'aires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Awards]]></category>
		<category><![CDATA[Ensaios de fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Features]]></category>
		<category><![CDATA[Estação Imagem | Mora]]></category>

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		<description><![CDATA[No passado Sábado venci o Prémio Internacional de Fotojornalismo Estação Imagem/Mora, o maior galardão de fotojornalismo actualmente atribuído em Portugal. Com a história vencedora &#8220;Leandro&#8221;, abordei as buscas no rio Tua onde também retratei a família do menino de 12 anos que morreu afogado naquele rio depois de ter sido vítima de &#8220;bullying&#8221; de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No passado Sábado venci o Prémio Internacional de Fotojornalismo Estação Imagem/Mora, o maior galardão de fotojornalismo actualmente atribuído em Portugal. Com a história vencedora <a href="http://www.nelsondaires.com/awards/2011-leandro/">&#8220;Leandro&#8221;</a>, abordei as buscas no rio Tua onde também retratei a família do menino de 12 anos que morreu afogado naquele rio depois de ter sido vítima de &#8220;bullying&#8221; de uma escola de Mirandela. Para além do prémio principal, o júri atribuí-me também o 1.º prémio na categoria Série de Retratos, com o trabalho <a href="http://www.nelsondaires.com/awards/2011-bairro-da-estacao-portraits/">“Bairro da Estação”</a>, uma série de retratos sobre os últimos dois meses de uma comunidade cigana que viveu 34 anos num bairro de lata em Vila Nova de Famalicão.<br />
<span id="more-457"></span></p>
<p>Foi com muita emoção que vivi em Mora o anúncio dos prémios que me foram atribuídos. O nervosismo e as emoções foram fortes e impossíveis de aguentar algumas lágrimas no momento da dedicatória à minha mulher Susana grávida de um filho nosso e que apoia incondicionalmente a minha vida de fotógrafo. As emoções também não estiveram desassociadas do relembrar da triste história do Leandro, e da importância para mim de colocar novamente o tema no topo das notícias, mesmo que “por mais dois dias” nos jornais, mas mais um ano em exposição que irá acontecer em vários locais de Portugal. </p>
<p>À <a href="http://www.estacao-imagem.com/">Estação Imagem Mora</a>, ao Município de Mora, ao<a href="http://www.estacao-imagem.com/premio_2011_j.html"> Júri</a> Walter Astrada, Ayperi Karabuda Ecer, Laura Serani, Marizilda Cruppe e Volker Lensch, ao<a href="http://www.ionline.pt"> Jornal i</a> que me encomendou o primeiro dia do trabalho do Leandro, o meu muito obrigado. </p>
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		<title>Prémio Fotojornalismo 2011 Estação Imagem &#124; Mora</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 18:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nelson d'aires</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Estação Imagem | Mora]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã, dia 15 de Março, encerram as inscrições para o Prémio Fotojornalismo 2011 Estação Imagem &#124; Mora. A todos os fotógrafos, que trabalham na área do documental/jornalismo, lanço o desafio para submeterem o vosso trabalho à apreciação de um excelente painel de júris. É a fotografia que sai dignificada.

O meu apelo vai principalmente para os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã, dia 15 de Março, encerram as inscrições para o Prémio Fotojornalismo 2011 Estação Imagem | Mora. A todos os fotógrafos, que trabalham na área do documental/jornalismo, lanço o desafio para submeterem o vosso trabalho à apreciação de um excelente painel de júris. É a fotografia que sai dignificada.<br />
<span id="more-430"></span><br />
<div id="attachment_431" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><img src="http://www.nelsondaires.com/journal/wp-content/uploads/2011/03/DAN-russianmilitarycooking-3.jpg" alt="" title="Russian Mercury" width="640" height="426" class="size-full wp-image-432" /><p class="wp-caption-text">nelson d'aires, 2010. Special forces of the russian military army . </p></div></p>
<p>O meu apelo vai principalmente para os muitos fotógrafos freelancer’s  que ainda não têm uma “montra” pública. Por isso, se és um fotógrafo que investiu dias, semanas, meses, ou anos a fazer um trabalho fotográfico por conta própria e que não conseguiste publicar em lado nenhum? Então este prémio é também para ti! </p>
<p>Se este texto chegar aos teus olhos e estavas distraído/a, amanhã é o último dia para submeteres as tuas fotografias a concurso, por isso pára! Pára tudo de imediato! Isola-te do mundo até amanhã e revive a parte do mundo que fotografaste. Pega em todas as fotografias de um trabalho e imprime-as em 10&#215;15cm num qualquer laboratório de shopping perto de ti e espalha tudo pelo chão do teu quarto! Olha e vê! Continua a olhar até encontrares o início da “big picture”. Depois começa a fazer uma selecção alargada e depois vai apertando esse grupo, elimina as fotografias que não servem para uma história de 12 fotografias. Sim, vais ter que eliminar boas fotografias, mas essa é a beleza da reflexão. No fim só interessa ficar com a essência do teu discurso. Numa altura em que o povo português veio para a rua fazer força da sua voz, este é também o momento para fazer VER a tua voz. Não arranjes desculpas a tu próprio/a. Participa!</p>
<p>P.S. Cuidado com o copyright e creator do file info (exif/IPTC) das vossas fotos, tem de estar completamente vazio!</p>
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